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Parece-me condizente afirmar que todos os profissionais de marketing e comunicação — de clientes, agências, whatever — querem, em alguma medida, aumentar a base de seguidores da marca ou das marcas com as quais trabalham. Isso porque ter uma base maior de seguidores, teoricamente, faria com que o investimento em mídia não fosse tão necessário, o que não é necessariamente verdade, já que os algoritmos das redes sociais são voláteis e não dá para depender exclusivamente da performance orgânica para fazer uma marca ganhar escala.


Dito isso, acredito que esse indicador possa crescer de forma orgânica, por meio de um bom trabalho de comunicação que desperte no público o interesse em seguir a marca, assim como por meio de uma estratégia específica de anúncios, focada em convidar o público a realizar essa ação.


Hoje, quero falar sobre esse segundo caminho. Já faz algum tempo que venho sendo impactado por anúncios de grandes marcas, como Moncler, Rimowa e Louis Vuitton, que convidam as pessoas a segui-las. Sim, é isso mesmo que você leu. Essas marcas estão criando anúncios focados nessa métrica: aumentar sua base de seguidores.


Anúncio da Moncler convidando o público a seguir a marca no Instagram.
Anúncio da Moncler convidando o público a seguir a marca no Instagram.
Anúncio da RIMOWA convidando o público a seguir a marca no TikTok.
Anúncio da RIMOWA convidando o público a seguir a marca no TikTok.

Anúncio da Louis Vuitton convidando o público a seguir a marca no Instagram.
Anúncio da Louis Vuitton convidando o público a seguir a marca no Instagram.

Descobri também que é possível ser ainda mais específico e criar um anúncio direcionado a um público-alvo que você deseja que siga a sua marca, como a Tramontina Energia fez no anúncio abaixo, ao convidar eletricistas a seguirem a marca.


Anúncio da Tramontina Energia convidando eletricistas a seguirem a marca no Instagram.
Anúncio da Tramontina Energia convidando eletricistas a seguirem a marca no Instagram.

Esses são alguns exemplos pelos quais fui impactado e que podem servir como referência. O mais importante é que, além de focar em fazer um bom trabalho de comunicação que desperte o interesse do público, se você quer aumentar os seguidores da sua marca, pode convidar as pessoas a segui-la


Planeje uma linha de investimento no seu plano deste ano para anúncios focados em dizer às pessoas que elas podem seguir a sua marca. Teste e veja se funciona. Se não funcionar para a sua marca, pare. É importante, claro, que, paralelamente, você tenha outros conteúdos na sua comunicação que possam interessar o público para que, depois que começarem a seguir a marca, permaneçam seguindo-a e engajados.

  • 29 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

“Como e onde vamos falar com os pais?”, perguntou um cliente em uma reunião. Na hora, alguém da equipe sugeriu alguma ideia que eu já nem me lembro, mas não tínhamos um exemplo claro e concreto de como fazer isso, pelo menos eu não tinha. O que descobri recentemente, lendo o jornal, é que ele é um ótimo meio para falar com os pais. Abaixo estão alguns exemplos de marcas que estão usando o jornal como canal para se comunicar com esse público por meio de seus anúncios.


Aqui está um anúncio do TikTok que vi na Zero Hora.



Aqui está outro anúncio do TikTok que vi no Estadão.



Aqui está um anúncio da Unisinos que vi na Zero Hora.


Aqui está um anúncio do Colégio Farroupilha que vi na Zero Hora.


Uma pesquisa conduzida pela agência de análise e inteligência de dados Ponto Map e pela V-Tracker, plataforma de social listening, citada em uma matéria do Valor Econômico, indica que os veículos tradicionais têm mais credibilidade do que as redes sociais e os influenciadores digitais.



O rádio é visto como o meio mais confiável (81%) pelos entrevistados. TV fechada (75%), TV aberta (69%), mídia impressa (68%) e mídia online (portais e sites de notícias) (59%) foram identificados como mais confiáveis para consumir informação do que WhatsApp/Telegram/Discord (51%), blogs (43%), redes sociais (41%) e influenciadores digitais (35%).

Diante desse contexto, se a sua marca precisa se comunicar com o público de pais por meio de uma mensagem que transmita confiança, os dados e os exemplos de outras marcas mostram que o jornal pode ser um excelente caminho para isso.

No mês passado, fui impactado pelo anúncio abaixo da Isdin Brasil no Instagram:





O anúncio é claro: apresenta o produto FusionWater MAGIC by Alcaraz, um protetor solar que, segundo a marca, foi cocriado com o atleta Carlos Alcaraz e, dessa forma, pensado e formulado especialmente para esportistas. O anúncio também convida as pessoas a visitar o perfil da marca no Instagram. Ao ver o anúncio, fiquei pensando: pessoas que são esportistas ou que gostam de esportes, especialmente de tênis, não querem um simples protetor solar. Elas querem o protetor solar do Carlos Alcaraz. Por quê? Porque é alguém que elas gostam e admiram dentro desse universo. Enquanto escrevo este texto, Carlos Alcaraz tem 7 milhões de seguidores no Instagram. É possível entender onde quero chegar?


Um protetor solar cocriado com Carlos Alcaraz é muito mais interessante para quem gosta de tênis do que um protetor solar comum.


Da mesma forma, os homens, especialmente aqueles que gostam de futebol, não querem apenas um shampoo. Eles querem o shampoo do Cristiano Ronaldo, do Vini Jr., do Haaland, porque "os melhores usam o Nº 1".

Acho que não é necessário mostrar aqui quantos seguidores o Cristiano Ronaldo, o Vini Jr. e o Haaland têm no Instagram, TikTok ou em qualquer outra rede social, pois você provavelmente já tem uma ideia de que são muitas pessoas.


Embora eu tenha dito que não era necessário mostrar esses números, acabei encontrando essa imagem do Visual Capitalist que mostra as pessoas mais seguidas no Instagram em 2024. E olhe quem está em primeiro lugar. Sim, ele mesmo, Cristiano Ronaldo.

A questão que merece uma reflexão mais profunda, em minha opinião, é: o produto passa a ter mais valor simbólico e emocional quando é usado ou endossado por alguém de quem gostamos ou que admiramos.


Uma pesquisa da YouPix, em parceria com a Nielsen, citada em uma matéria do Meio & Mensagem em fevereiro de 2025, mostra que 80% dos consumidores compram produtos sugeridos por creators. Isso explica por que, hoje em dia, praticamente todo conteúdo de marca ou campanha conta com um squad de influenciadores, personalidades, atletas ou qualquer pessoa que possua algum tipo de audiência que determinado grupo admire ou com a qual se identifique de alguma forma.


Hoje, o verdadeiro ponto de virada para a construção da marca de uma maneira mais relevante não é necessariamente focar em ideias e ações de mídia massiva, mas sim entender e definir, primeiro, o nicho/subcultura no qual a marca quer se concentrar e, segundo, definir territórios que a marca irá abordar em sua comunicação e que irão guiar todas as ações da marca de forma muito mais consistente e relevante.

Considerando que os algoritmos das redes sociais são projetados para manter as pessoas conectadas pelo maior tempo possível e que funcionam com base na compreensão das preferências individuais, oferecendo conteúdos alinhados ao "for you" de cada pessoa, cabe às marcas escolher um espaço cultural no qual possam ser extremamente relevantes, atraindo pessoas interessadas nesse mesmo universo.


No final das contas, quando uma marca consegue se posicionar de forma relevante dentro de um nicho/subcultura cujas pessoas realmente se importam com aquilo que ela prega em sua comunicação e representa em termos de imagem, ela deixa de ser apenas mais uma marca para se tornar uma extensão da identidade dessas pessoas.


Para se aprofundar mais nesse assunto, recomendo a leitura de For the Culture: The Power Behind What We Buy, What We Do, and Who We Want to Be, de Marcus Collins, que explora e explica brilhantemente todos esses conceitos.

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