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  • 20 de jul. de 2020
  • 1 min de leitura

Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,

As flores florirão da mesma maneira

E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.

A realidade não precisa de mim.


Sinto uma alegria enorme

Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.


Se eu soubesse que amanhã morria

E a Primavera era depois de amanhã,

Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.

Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?


Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;

E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.

Por isso, se morrer agora, morro contente,

Porque tudo é real e tudo está certo.


Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.

Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.

Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.

O que for, quando for, é que será o que é.


(Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa)

Post relacionado: Flores novas no jardim.

  • 19 de jul. de 2020
  • 1 min de leitura

Aqui está o zine de hoje: horóscopo bruxo.


Ufa! Consegui. Já fazia um tempinho que eu estava sem ideias para zines. Então, publicar um zine novo é uma alegria danada.


De onde veio esse? Se eu contar você nem acredita; de um jornal-cardápio da pizzaria Toca da Bruxa (meu Deus! Por que eu tenho isso?). É engraçado, mas havia uma página chamada horóscopo bruxo. Eu a transformei em um zine agora. Evidentemente, não coube todos os signos, mas aqui estão alguns. Se tudo der certo, farei a versão dois com os demais.



  • 14 de jul. de 2020
  • 1 min de leitura

Estou contente porque, hoje, completei uma ofensiva de 100 dias no Duolingo. Isso mesmo, 100 dias; mais de três meses aprendendo um idioma, sem parar. Desculpe enfatizar o tempo tantas vezes, é que eu estou realmente feliz com isso. Afinal, como assinalou o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, "os adultos amam os números." Agora, você percebe como essa ideia é real.


Por outro lado, os números são bons amigos. Quanto mais melhor.


Como eu cheguei no número 100? Tudo começou como uma brincadeira. Depois, tornou-se um hábito divertido. Vem, você consegue!

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