- 17 de jun. de 2023
- 1 min de leitura

Manter-me profundamente presente a ponto de sentir a ponta da caneta roçar o coração do papel.

Manter-me profundamente presente a ponto de sentir a ponta da caneta roçar o coração do papel.

No início dessa semana assinei o AdAge - um dos portais mais antigos e respeitados sobre publicidade e marketing. Faz tempo que eu queria assinar um portal legal, que oferecesse conteúdo relevante sobre a indústria, mas me perguntava: por que eu deveria pagar por um conteúdo, se hoje em dia tenho acesso a uma série de conteúdos em portais de publicidade e marketing gratuitos?
Bem, a verdade é que é tanto conteúdo disponível na internet que às vezes é até difícil encontrar algo que seja realmente bom. No AdAge espero receber algum tipo de curadoria mais qualificada, além de informações e insights que possam enriquecer meu pensamento estratégico.
Meu amigo e colega de profissão, Ronald Porto, respondeu um dos meus tweets dizendo: "chega uma fase da vida que a gente percebe que as boas fontes de informação nunca são de graça". Concordo plenamente com ele. Não é que os portais gratuitos sobre publicidade e marketing não funcionem, mas, às vezes, sinto falta de ter um pouco mais de profundidade, sabe? Entender o que outros criativos, agências e profissionais de marketing estão fazendo.
Estou empolgado com essa nova jornada de aprendizado que se inicia. E ansioso para mergulhar ainda mais fundo no mundo da publicidade e marketing e trazer novas ideias e insights para o meu trabalho.
"Errar fazendo é melhor do que não fazer nada." – Cris Dias
Paul Feldwick disse algo semelhante só que se referindo a publicidade. Ele disse: "É melhor anunciar do que não anunciar. O risco de não agir é muito maior do que errar."
Eu concordo com ambos. Porém, como disse John Paul Getty, "não adianta afiar a broca se estiver furando no lugar errado."
Estou lendo o livro "How Brands Grow" do renomado pesquisador e professor de marketing Byron Sharp. O livro propõe uma nova abordagem para o marketing baseada em evidências científicas e contrária a muitas das crenças tradicionais da disciplina.

Segundo Sharp esses são os erros mais comuns que até os profissionais de marketing mais inteligentes cometem:
Fazer alterações na embalagem que confundem as pessoas e reduzem a capacidade da marca de ser notada.
Implementar ações publicitárias que não criam nem renovam estruturas de memória relevantes.
Deixar de pesquisar quais estruturas de memória são dedicadas à marca.
Deixar de pesquisar o que faz com que a marca seja notável.
Criar peças publicitárias sem a identificação da marca (além de uma rápida aparição dela).
Investir incontáveis horas e muitos dólares em pesquisas de rastreamento inúteis que não fundamentam decisão alguma.
Investir demais em consumidores já extremamente fiéis e negligenciar os novos compradores.
Fixar os preços em níveis elevados demais e tentar compensar com descontos regulares.
Ensinar os consumidores a comprar quando a marca está com desconto.
Desperdiçar dinheiro comprando mídia para usar em ações publicitárias rápidas e intensas e passar longos períodos em silêncio (quando os consumidores ainda estiverem comprando).
Pagar a mais por mídia de baixo alcance.
Trabalho na indústria da comunicação há 7 anos e, claro, já ouvi boa parte dessas observações citadas acima. É preocupante que os profissionais de marketing ainda tomem decisões sem embasamento algum, apenas porque acharam que era a hora de trocar a cor da sua marca ou o design da embalagem de seus produtos.
Espero que os conteúdos sobre marketing baseado em evidências possam chegar a mais profissionais. Todos temos a ganhar com isso.