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  • 14 de nov. de 2024
  • 1 min de leitura

Minha vontade de parar sob as árvores e observá-las aumentou consideravelmente após assistir ao filme Perfect Days, de Wim Wenders. Essa sensação se intensificou ainda mais quando descobri o significado da palavra "Komorebi".

Não é lindo? Esse conceito transformou a forma como me conecto com a natureza agora. Olhar para o brilho de luz e sombra criado pelas folhas balançando ao vento tornou-se um lembrete constante de que cada momento é singular e irrepetível, conectando-me ao presente. Agora, sempre que levo a Lolla à pracinha e paro sob uma árvore, olho pra cima e vejo o "Komorebi" como um convite para uma pausa, para observar o instante que não se repetirá.


Acho que encontrei uma nova qualidade para cultivar.

  • 31 de out. de 2024
  • 1 min de leitura

Hoje foi meu último dia de trabalho com a Sarah. Não foi o melhor último dia de trabalho, porque a pauta não permitiu muitas trocas entre nós e também porque foi um dia péssimo pra mim. E quando estou num péssimo dia, acabo sendo uma pessoa difícil de lidar. Minha energia fica uma droga, e isso complica tudo. De qualquer forma, este não é para ser um post sobre mim, mas sobre despedidas – ou fim de ciclos, como preferir.


Não sei muito bem o que dizer sobre isso, porque, em mais de quatro anos de Global, muitas pessoas boas acabaram indo embora. No entanto, o que posso dizer é que adorei trabalhar com a Sarah, não só porque ela é uma pessoa inteligente e talentosa, mas também porque sabe perfeitamente como tratar as pessoas. E talvez essa seja a sua maior virtude, ou diferencial competitivo, se quisermos usar a linguagem do mundo dos negócios aqui. Não importa. Despedidas são sempre difíceis.

Boa sorte, Sarinha, no seu novo desafio.

Continue espalhando sua gentileza e talento onde estiver.




  • 25 de out. de 2024
  • 2 min de leitura

Imagem da capa de Mantra Concreto, assinada pelo designer Felipe Taborda.


Fiquei sabendo do novo álbum do Vitor Ramil, Mantra Concreto, através de um vídeo que Eduardo Bueno postou no Instagram.


Eu ouvi todas as músicas do álbum mais de uma vez nesta semana e adorei! O álbum é dedicado à poesia de Paulo Leminski.


Em uma entrevista para o programa Timeline, da Rádio Gaúcha, Vitor Ramil disse:


"Eu sempre vejo música na poesia do Paulo Leminski. Ele é muito musical para mim. Eu percebo um poema, às vezes, e eu me antecipo. (...) Eu percebo que posso musicar aquele poema."


Eu adoro essa ideia de ver música na poesia.


No livro Romancista como vocação, Haruki Murakami conta que gosta de escrever como se estivesse tocando música:


“Não sei tocar instrumentos musicais. Ou, pelo menos, não toco tão bem a ponto de poder me apresentar em público," escreve Murakami. "Mas tenho um forte desejo de fazer isso. Então, no começo, pensei: devo escrever como se estivesse tocando uma música.”


Isso me faz pensar que, de certa forma, alguns textos parecem ter sido escritos para que os cantemos.

Eles despertam em nós a vontade de usar as cordas vocais, além de nossas retinas.

Eles têm a duração exata de uma boa música.


Paulo Caruso disse que "a música é o desenho para cego".

Acho que, nesse caso, a poesia é a linguagem invisível da música.

E Vitor Ramil, com seu olhar sensível, sabe decifrar tudo isso como ninguém.


O single Amar Você, uma das músicas do novo álbum Mantra Concreto, ganhou um clipe com imagens de Leminski, cedidas pela família.



Além disso, um clipe do single Teu Vulto também foi publicado recentemente no YouTube, no dia 15 de outubro.



O novo álbum de Vitor Ramil, Mantra Concreto, é um convite para ouvir a poesia de Paulo Leminski de um jeito que nunca ouvimos antes.

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