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  • 3 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

“Enquanto desfruto a amizade das estações, sinto que nada conseguirá fazer da vida um fardo para mim.”

Li esse trecho de Walden, coincidentemente, no mesmo dia em que o verão acabou e o outono começou aqui no Brasil: quinta-feira, 20 de março. Eu queria muito, não exatamente que o verão acabasse, mas que o calor diminuísse consideravelmente. Nas últimas semanas, isso finalmente aconteceu. Agora podemos nos sentir um pouco melhor quando saímos à rua e, em casa, meu ar-condicionado e o ventilador podem descansar um pouco.

Uma das formas mais interessantes para mim de observar a mudança das estações é olhar pra natureza e perceber as transformações que nela ocorrem.


A queda das folhas no outono é uma característica marcante dessa estação. Aqui está uma foto que encontrei de um tweet que publiquei no outono de 2023.


Lolla e eu passeando pela praça, percebendo a chegada do outono na nossa cidade. Muitas pequenas folhas espalhadas pelo chão. Provavelmente a temperatura estava amena nesse dia.


O fato de o outono suceder o verão e anteceder o inverno permite-nos realizar uma transição mais amigável entre o calor, muitas vezes extremo do verão, e o frio, frequentemente rigoroso do inverno. Olhando sob essa perspectiva, penso que isso também seja uma espécie de cuidado, ou seja, de amizade. A amizade das estações conosco. Embora, atualmente, as mudanças climáticas avassaladoras não pareçam muito amistosas em relação a nós, certamente por uma falta de cuidado nosso com a própria natureza.


Aqui está um registro da pracinha onde levo a Lolla para passear, feito na manhã do dia 1º de abril, após o temporal que atingiu duramente nossa cidade.

Apesar da chuva e dos ventos intensos, meus familiares estão todos bem. Lolla e eu estamos bem também. Acordei com um leve sintoma de resfriado na manhã de ontem. Sei que isso não tem relação direta com o temporal em si, mas suponho que esteja ligado à mudança na temperatura e à minha adaptação a ela. Minha namorada também estava com sintomas de gripe e, como tive contato com ela anteontem, isso pode ter contribuído de alguma forma.

Espero que o tempo retorne naturalmente ao seu padrão para esta estação.

Espero que os extremos deixem de ser tão frequentes, tanto no clima quanto nas relações humanas.

Espero que a amizade das estações alcance a todos, como alcançou a mim.

  • 19 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

No meu último post, escrevi sobre o grande momento das cervejas sem álcool e como elas têm conquistado mercado, ampliando as ocasiões de consumo para o consumidor. Agora, gostaria de falar sobre como você pode usar dados de pesquisa como argumento de vendas na comunicação da sua marca.


Para mostrar como isso funciona na prática, selecionei alguns exemplos de marcas de diferentes categorias que estão utilizando essa estratégia. Confira abaixo:


Dove Brasil

A Dove Brasil utilizou os dados de uma pesquisa realizada com consumidores em São Paulo, Porto Alegre e Salvador, em 2024, para mostrar ao público, por meio de anúncios digitais, que “9 em cada 10 mulheres mudariam para Dove”. O anúncio ainda oferece um teste de 7 dias e convida o público a mudar para Dove também.

Crédito da imagem: @dovebrasil
Crédito da imagem: @dovebrasil

O Boticário

O Boticário utilizou dados de uma pesquisa da Kantar sobre marcas de fragrâncias, beleza e cosméticos, realizada em 2023, para mostrar, por meio de anúncios digitais, que foi “eleita a melhor marca para presentear no Natal”. O anúncio também destaca uma oferta de produto com desconto e convida o público a aproveitar as promoções para presentear.

Crédito da imagem: @oboticario
Crédito da imagem: @oboticario

LG Brasil

A LG Brasil utilizou dados de uma pesquisa realizada pela GFK para mostrar, por meio de anúncios digitais, que é a marca “Nº 1 em vendas de ar-condicionado no Brasil”. O anúncio ainda destaca o produto ar-condicionado DUAL Inverter +AI.

Crédito da imagem: @lgbrasil
Crédito da imagem: @lgbrasil

Budweiser Brasil

A Budweiser Brasil utilizou dados de uma pesquisa realizada por um grupo de jurados convidados pelo Paladar, em um ranking promovido pela jornalista Danielle Nagase e divulgado pelo Estadão, para mostrar ao público, por meio de anúncios digitais, que foi eleita a melhor cerveja zero do Brasil.

Crédito da imagem: @budweiser_br
Crédito da imagem: @budweiser_br

Como vimos nos exemplos, as marcas utilizam dados de pesquisas proprietárias, realizadas por elas mesmas, ou dados de pesquisas conduzidas por empresas e institutos de pesquisa do mercado. Quando esses dados reforçam algo positivo em relação às marcas, elas não os utilizam apenas como aprendizado, mas também como argumento de vendas em suas comunicações.


Pesquisas geralmente representam um custo significativo para as marcas, especialmente as pesquisas proprietárias. Saber utilizá-las não apenas como uma ferramenta de aprendizado, mas também como um recurso estratégico para comunicação e vendas pode garantir um melhor aproveitamento do investimento.

  • 22 de fev. de 2025
  • 3 min de leitura

Comentei com alguns colegas de trabalho que 2025 parece ser o ano das cervejas zero álcool.


Por que disse isso a eles? Porque tenho sido fortemente impactado por anúncios de cervejas zero álcool, especialmente da Heineken Brasil, que mostram para as pessoas que essa versão pode ser consumida em momentos nos quais muitos talvez não considerassem beber cerveja, como, por exemplo, depois da yoga e da corrida.

"Brindar sem álcool depois da yoga? Agora você pode."

Crédito da imagem: Heineken Brasil.
Crédito da imagem: Heineken Brasil.
Crédito da imagem: Heineken Brasil.
Crédito da imagem: Heineken Brasil.

"Brindar sem álcool depois da corrida? Agora você pode."

Crédito da imagem: Heineken Brasil.
Crédito da imagem: Heineken Brasil.
Crédito da imagem: Heineken Brasil.
Crédito da imagem: Heineken Brasil.

Embora eu tenha dito que 2025 parece ser o ano das cervejas zero álcool, o movimento de crescimento dessa categoria não é exatamente de agora. Em 2023, o UOL publicou uma matéria afirmando que a cerveja zero álcool estava ganhando adeptos entre os jovens e que o consumo havia triplicado em quatro anos.


"A cerveja zero álcool tem ganhado novos entusiastas no Brasil, principalmente depois da pandemia de covid-19", escreveu Henrique Santiago. "Em quatro anos, o consumo praticamente triplicou e a expectativa é que o volume anual chegará a 1 bilhão de litros em 2027, puxado por jovens com menos de 30 anos que procuram ter um estilo de vida mais saudável."


Ao analisar os dados de busca para “Cerveja zero álcool” no Google Trends nos últimos cinco anos no Brasil, percebemos que o maior volume de interesse ocorreu em dezembro de 2023. No entanto, o gráfico sugere uma tendência de crescimento para 2025, com um aumento recente na busca pelo termo.


Além do aumento no interesse nos últimos anos, as cervejas sem álcool também estão mudando hábitos e ampliando as ocasiões de consumo, como bem resumiu Gustavo Castro, diretor de inovações da Ambev:


"A cerveja zero aumenta a possibilidade de consumir cerveja em várias ocasiões. [Alguém pode beber] em uma festa à noite, mas quer equilibrar com uma zero, ou até mesmo quem vai dirigir e decide ficar só na cerveja sem álcool."


Não à toa, a Heineken Brasil tem reforçado em seus anúncios: “Agora você pode”. A marca quer mostrar para as pessoas que está tudo bem tomar uma cerveja zero álcool depois da corrida, como vimos em um dos anúncios da marca.

Obviamente, não é só a Heineken Brasil que tem realizado anúncios sobre cerveja zero álcool. Aqui está um exemplo da Budweiser Brasil, pelo qual fui impactado recentemente:

Crédito da imagem: Budweiser Brasil.
Crédito da imagem: Budweiser Brasil.

No caso deste anúncio da Budweiser Brasil, eles ainda utilizam dados de pesquisa como argumento de venda: “Bud ZERO. Eleita a melhor cerveja zero do Brasil.”


Bem, se foi eleita a melhor, então supõe-se que seja realmente boa. Acho que é isso que eles estão tentando fazer as pessoas pensarem.


Em 2022, a Corona lançou a Corona Sunbrew 0.0%, a nova cerveja da marca zero álcool e com vitamina D em sua composição. Vitamina D? Sim, isso mesmo.



"O crescimento desse segmento de bebidas, antes desprezado, acompanha a mudança de hábitos dos consumidores nos últimos anos, principalmente entre os mais jovens. Também é impulsionado por uma maior variedade de rótulos — da cerveja enriquecida com vitamina D à zero álcool com café — em supermercados, bares e até no isopor de ambulantes no carnaval de rua, além de melhorias no sabor e na publicidade", escreveu Juliana Causin.


Se as grandes marcas estão ampliando suas apostas no mercado de cervejas zero, as artesanais não ficaram para trás. Além das gigantes do setor, há também cervejas que nasceram 100% sem álcool. É o caso da marca Luci, que tem como proposta de valor ser uma “cerveja sem álcool saborosa, nutritiva e lúcida”.


Crédito da imagem: Luci.
Crédito da imagem: Luci.

Essa diversificação de rótulos reflete uma transformação maior: o avanço da cerveja sem álcool como um novo hábito de consumo. À medida que os consumidores percebem seus benefícios e descobrem novas ocasiões para consumi-la, a adesão crescerá e, com ela, o mercado.


Hoje, o desafio ainda está em quebrar a crença de que cerveja e álcool precisam necessariamente andar juntos. Uma vez quebrado esse estigma, a cerveja sem álcool provavelmente se consolidará ainda mais como uma escolha legítima para diferentes momentos.

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