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Esse foi o conselho que dei a mim mesmo, ontem de manhã. Enquanto escutava a música "U" do Avoure. É impressionante como uma música é capaz de despertar coisas boas na gente. Sempre falo sobre isso com o meu melhor amigo, quando compartilhamos músicas, um com o outro. E a música do Avoure despertou esse sentimento em mim: trabalhar mais com o coração e menos com a cabeça. Em outras palavras, fazer algo com amor. Colocar você no seu trabalho. Sua alma. Suas experiências. Para, então, dividir com o outro. E afetá-lo. Isso é o que eu penso. Tanto para os profissionais (que são pessoas) como para as marcas (que são feitas por pessoas).


Nós somos seres humanos. Temos emoções e portanto queremos nos emocionar. Dessa forma, o trabalho faz sentido. Quando eu me emociono com aquilo que fiz e você se emociona com aquilo que recebeu de mim. Porque, agora, há um pouco de mim em você. Como dois amigos que compartilham suas alegrias, quando escutam uma canção.


Eu gosto de pensar que o texto é a minha solidão encontrando a sua. E isso soa um tanto poético, toda vez que eu escrevo. O que me faz gostar ainda mais dessa ideia. Para o jornalista e escritor Pedro Bial, "o texto é poesia, mas também é técnica." Ou seja, existem alguns princípios que norteiam aquilo que seria uma boa escrita, um bom texto.


Em 2017, o jornal El País publicou uma matéria com os seis conselhos de George Orwell para escrever melhor. Eu li a matéria e adorei todos os conselhos. Especialmente o último. Se você for uma pessoa que adora escrever, provavelmente irá gostar dele também. Isso porque ele diz muito sobre qualquer um que tenta expressar a sua visão do mundo, através das palavras. Na maioria das vezes, não é fácil. Exige um esforço danado, muito estudo e coragem para publicar.


Então, para manter os conselhos de escrita de George Orwell próximos de mim, eu fiz esse zine. Pretendo revisitá-lo com frequência. Até que os conselhos do escritor se tornem algo natural, em meus textos. Agora, se você me permite, gostaria de dividi-los com você. Creio que esteja ansioso para vê-los. Espero que estes lhe sejam úteis e que você possa mantê-los por perto também.



  • 4 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

Aqui está um trecho da canção Enquanto Houver Sol do Titãs, que vale a pena roubar. No sentido de pegar para si. Apropriar-se. Foi pensando nisso que fiz essa foto e compartilhei no Instagram. Para que outras pessoas roubassem essa ideia também. Além disso, havia um sol tão lindo entrando pela janela do quarto e invadindo toda a casa. Quando a música soou no meu fone de ouvido, me fez cócegas nas orelhas. Foi um sentimento bom. Verdadeiro. E algo que é verdadeiro merece ser dividido.


Hoje, eu me peguei pensando: qual seria a melhor maneira de fazer um caminho, se não for caminhando por ele? É possível fazê-lo de outra forma? A verdade é que eu não sei a resposta para estas perguntas. Tenho muitas dúvidas, inclusive. E sinto que há inúmeros caminhos que preciso explorar. Entre tantos questionamentos, algo me diz que você também deve se sentir assim. Sem resposta para tais perguntas, sem saber como fazer o caminho ou qual tomar. E está tudo bem. Ou melhor, vai ficar tudo bem! Vamos avançando aos pouquinhos. Passo a passo. Devagar, porém de modo contínuo.


Como escreveu o poeta espanhol Antonio Machado, de forma até muito similar com o que vimos na canção do Titãs no início do texto: “caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar." Assim, seguimos adiante. Sem medo do desconhecido.


A única coisa que nós (você e eu) devemos ter medo é daquilo que Augusto Cury escreveu no seu livro Vendedor de sonhos: "Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar!" Ok? Ok.


Eu gosto de pensar que o caminho é um processo que se constrói a cada passo. Pegada por pegada. Como fazem as formiguinhas quando carregam as folhas para dentro do seu ninho.

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